Gravidez Tardia
O critério sobre a idade ideal para dar à luz
evoluiu com o tempo. Na década de 1960, considerava-se ideal a faixa
entre os 18 e os 25 anos. Quando a mulher dava à luz pela primeira
vez depois dos 25 anos, era classificada de primigesta idosa. Hoje,
admite-se que a idade “ideal” para a primeira gravidez vai dos 20
aos 30 anos. Diante da tendência de as mulheres engravidarem mais
tarde, é possível que, daqui a alguns anos, esses números sejam
revistos e o período alargado significativamente.
De modo geral, o universo feminino mudou muito a
partir de 1960. As mulheres foram para as universidades e passaram a
disputar espaço no mercado de trabalho. Além disso, o
desenvolvimento de métodos anticoncepcionais seguros lhes permitiu
definir o momento oportuno para engravidar. Diante dessas novas
possibilidades de desenvolvimento pessoal e carreira algumas passaram
a optar por ter filhos mais tarde, depois dos 35 anos.
Muitas mulheres esperam
por um momento de maior estabilidade financeira e no relacionamento
para ter o primeiro filho. Se, por um lado, essa postura ajuda a
fazer com que a criança encontre melhores condições para seu
desenvolvimento, por outro, aguardar demais pode trazer complicações.
Engravidar na faixa dos 40 anos, além de ser mais difícil, envolve
riscos extras à saúde da mãe e do bebê.
Por esses motivos, o
planejamento
familiar desempenha um papel importante na hora de programar a
geração de uma nova vida, explica o ginecologista.
“Uma gravidez tardia envolve mais riscos,
inclusive de infertilidade, além de estar mais associada a diabetes,
hipertensão e outros problemas circulatórios”, afirma. Com o
passar dos anos, aumenta também a possibilidade de abortamento e de
nascimentos prematuros, completa.
Para os ginecologistas
a principal causa dessa maior vulnerabilidade é o envelhecimento
natural do aparelho
reprodutor feminino , que faz com que a mulher fique exposta a
fatores que podem comprometer a fertilidade,
como inflamação nas trompas, aparecimento de miomas ou
endometriose.
Além disso, uma
mulher, quando começa a menstruar, possui 400 mil óvulos em geral.
Aos 40 anos, esse número cai para aproximadamente 20 mil.
“Mas não é só a
quantidade dos gametas femininos que diminui com o tempo. A qualidade
também. Isso pode fazer com que a criança tenha problemas de má
formação, Mas se está comprovado que ter filhos em idades mais
avançadas envolve maiores riscos, o que explicaria o fato de as
mulheres de hoje continuarem a postergar a gravidez? Os principais
motivos, ainda de acordo com os ginecologitas, são a dedicação aos
estudos ou ao trabalho.
Cuidados
especiais
A
melhor receita para a mulher minimizar todos esses riscos é realizar
um acompanhamento especial durante os nove meses de gestação.
Entre as medidas recomendadas estão um pré-natal mais rigoroso, que
envolve uma avaliação fetal mais precisa e um estudo genético do
bebê.
Também
é fundamental que as mulheres que planejam gestações tardias
procurem o médico antes de engravidar. Isso vai possibilitar que uma
boa avaliação clínica seja realizada, com exames preventivos para
detecção de diabetes, doenças
cardiovasculares e câncer
de mama.
“São
muitas as causas que levam à infertilidade nessa fase da vida. As
injeções anticoncepcionais, por exemplo, podem atrasar o retorno da
fertilidade em vários meses. Por isso, é preciso primeiro avaliar
para depois adotar métodos adequados, que vão desde a indução da
ovulação a cirurgias e fertilização in vitro".
http://www.gineco.com.br/materias-planejamento-familiar/vida-que-comeca-aos-40


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