15 de abr. de 2013

Gravidez Tardia ou pós aos 35 anos

Gravidez Tardia
O critério sobre a idade ideal para dar à luz evoluiu com o tempo. Na década de 1960, considerava-se ideal a faixa entre os 18 e os 25 anos. Quando a mulher dava à luz pela primeira vez depois dos 25 anos, era classificada de primigesta idosa. Hoje, admite-se que a idade “ideal” para a primeira gravidez vai dos 20 aos 30 anos. Diante da tendência de as mulheres engravidarem mais tarde, é possível que, daqui a alguns anos, esses números sejam revistos e o período alargado significativamente.
De modo geral, o universo feminino mudou muito a partir de 1960. As mulheres foram para as universidades e passaram a disputar espaço no mercado de trabalho. Além disso, o desenvolvimento de métodos anticoncepcionais seguros lhes permitiu definir o momento oportuno para engravidar. Diante dessas novas possibilidades de desenvolvimento pessoal e carreira algumas passaram a optar por ter filhos mais tarde, depois dos 35 anos.
 

Muitas mulheres esperam por um momento de maior estabilidade financeira e no relacionamento para ter o primeiro filho. Se, por um lado, essa postura ajuda a fazer com que a criança encontre melhores condições para seu desenvolvimento, por outro, aguardar demais pode trazer complicações. Engravidar na faixa dos 40 anos, além de ser mais difícil, envolve riscos extras à saúde da mãe e do bebê.
Por esses motivos, o planejamento familiar desempenha um papel importante na hora de programar a geração de uma nova vida, explica o ginecologista.
“Uma gravidez tardia envolve mais riscos, inclusive de infertilidade, além de estar mais associada a diabetes, hipertensão e outros problemas circulatórios”, afirma. Com o passar dos anos, aumenta também a possibilidade de abortamento e de nascimentos prematuros, completa.
 

Para os ginecologistas a principal causa dessa maior vulnerabilidade é o envelhecimento natural do aparelho reprodutor feminino , que faz com que a mulher fique exposta a fatores que podem comprometer a fertilidade, como inflamação nas trompas, aparecimento de miomas ou endometriose.
Além disso, uma mulher, quando começa a menstruar, possui 400 mil óvulos em geral. Aos 40 anos, esse número cai para aproximadamente 20 mil.
“Mas não é só a quantidade dos gametas femininos que diminui com o tempo. A qualidade também. Isso pode fazer com que a criança tenha problemas de má formação, Mas se está comprovado que ter filhos em idades mais avançadas envolve maiores riscos, o que explicaria o fato de as mulheres de hoje continuarem a postergar a gravidez? Os principais motivos, ainda de acordo com os ginecologitas, são a dedicação aos estudos ou ao trabalho.


 

Cuidados especiais

A melhor receita para a mulher minimizar todos esses riscos é realizar um acompanhamento especial durante os nove meses de gestação. Entre as medidas recomendadas estão um pré-natal mais rigoroso, que envolve uma avaliação fetal mais precisa e um estudo genético do bebê.
Também é fundamental que as mulheres que planejam gestações tardias procurem o médico antes de engravidar. Isso vai possibilitar que uma boa avaliação clínica seja realizada, com exames preventivos para detecção de diabetes, doenças cardiovasculares e câncer de mama.
São muitas as causas que levam à infertilidade nessa fase da vida. As injeções anticoncepcionais, por exemplo, podem atrasar o retorno da fertilidade em vários meses. Por isso, é preciso primeiro avaliar para depois adotar métodos adequados, que vão desde a indução da ovulação a cirurgias e fertilização in vitro".
 
fontes : http://drauziovarella.com.br/mulher-2/gravidez-apos-os-35-anos/     

http://www.gineco.com.br/materias-planejamento-familiar/vida-que-comeca-aos-40
 


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